sexta-feira, 7 de junho de 2013

Vandalismo é a solução?


"Sempre tem alguém para estragar, não é?" Essa frase identifica bem o que aconteceu ontem(06/06) na manifestação organizada pelos estudantes contra o aumento nas tarifas do transporte público de São Paulo.
O que era para ser um válido protesto, transformou-se numa guerra devido às atitudes inconsequentes de uma parte dos presentes no evento. Tais inconvenientes proporcionaram o conflito com a polícia ao impor o vandalismo sobre as vias da cidade e, por conseguinte, causar diversos danos ao patrimônio público – certas vezes penso que as pessoas esquecem que aquele orelhão, aquele poste, aquele metrô, nos quais atearam fogo, são nossos bens.
A iniciativa do movimento é louvável, visto que, além de tudo, nossa sociedade se mostra cada vez menos ligada a esse tipo de ação. Todavia, é claro que, mesmo sendo cometido por uma minoria, tal depredação mancha o verdadeiro intuito do encontro. Fico me perguntando se esse baderneiros realmente acreditam que o objetivo da reunião será alcançado por meio desse quebra-quebra.
Outro ponto a ser levantado em relação ao acontecimento, revela-se na abordagem da mídia, de um modo geral. O que se vê em destaque nos jornais não é a proposta inicial da manifestação, mas sim as cenas do conflito entre as duas partes, até pelo motivo de que tal furor foi justamente causado pelo embate. Com isso, comprova-se, como exposto no parágrafo acima, que a reivindicação em si é ofuscada pela briga generalizada. Dessa maneira, transfere-se a discussão planejada para um ponto totalmente contrário e negativo. Há de se notar que, caso a ordem fosse mantida, isto é, se não fosse constatado nenhum tipo de problema no movimento, grande parte do público não tomasse conhecimento do fato, posto que a notícia não seria vinculada com tanta relevância.
Hoje, os manifestantes voltarão às ruas para protestar. Espero que o plano inaugural, juntamente com a ordem, seja mantido e que tiremos lições sobre esse acontecimento, uma vez que a selvajaria em nada colabora para o andamento do processo e, consequentemente, para o acordo pretendido. Com isso, a população continuará a mercê de interesses que não têm importância social.

Nenhum comentário:

Postar um comentário