Para mim, nem
tanto ao céu, nem tanto à terra. A equipe catalã, não perdeu simplesmente para
um time, mas sim para "O time", isto é, vejo poucas pessoas dando o
devido merecimento ao grupo alemão, que se mostrou muito bem organizado
taticamente em ambos os jogos, soube, ao mesmo tempo, jogar ofensivamente e
neutralizar, de forma magnífica, as jogadas espanholas. Mesmo jogando em casa,
o Barcelona pouco produziu, dificilmente levou perigo ao gol de Neuer -
excelente goleiro, diga-se de passagem. Jupp Heynckes, técnico dos alemães,
soube armar muito bem a parte defensiva de seu time, notou-se isso nas diversas
vezes que os barcelonistas, acostumados a entrar facilmente pelas zagas
adversárias, pararam na linha defensiva adversária, isso demonstrou claramente
as dificuldades do Barça no típico toque de bola. Raramente o time chegava
perto da baliza de Neuer. Vale ressaltar que, além de ser bem articulado, o
time de Munique também possui grandes jogadores, como Robben, que, mesmo com
sua manjada jogada, alterou, com um belo gol, o placar pela primeira vez no
campo catalão.
Todas essas
características elencadas acima não fazem somente com que o Bayern se
transforme em franco favorito ao título da Champions, mas também apontam para a
grande campanha deste na Bundesliga, onde faturou seu 23º caneco, com seis
rodadas de antecedência, mantendo 20 pontos de diferença para o segundo colocado,
o Borussia Dortmund, que será seu adversário na final, em Londres.
Portanto, o
certo não é caçar um culpado pela derrota do Barcelona - que continua sendo uma
grande equipe -, mas sim aplaudir a vitória de seu adversário. Sou seguidor do
tal do " que vença o melhor". E isso, para o bem do futebol, de fato
aconteceu.
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